quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Olga

(Baseado em fatos reais)



          O filme “Olga” conta a história de Olga Benário, uma soldada de Berlim (Alemanha) que era contra o capitalismo e lutava sempre pela implantação do socialismo no mundo. No filme, ela tem que vir em uma missão para o Brasil, para cuidar de Luís Carlos Prestes, líder da Coluna Prestes, que era “caçado” pelo governo.
          O filme começa com ela ainda pequena, sempre tentando revolucionar e não dando ouvidos ao que os outros pensavam ser certo ou errado, se ela queria, ia e fazia.

Logo já estava metida em revoluções e protestos contra o governo capitalista. Tudo isso, contra os pais. Eles eram muito ricos, levavam uma vida boa e cheia de dinheiro. A mãe, uma donzela intocável e o pai um rico que ajudava os pobres, mas não se dizia contra o governo, não pensava em mudar o mundo, ou nem mesmo o seu redor. Os dois eram contra as ideias revolucionárias de Olga.
          Até que um dia ela decide sair de casa e ir morar com seu grupo de revolucionários, apoiado somente pelo o pai (quase que contra a vontade). Lá, ela recebe a missão de proteger o Prestes, ele estava sendo procurado, pela Coluna Prestes. Eles vão então para o Brasil, disfarçados de marido e mulher, para não serem descobertos.
          Lá no Brasil eles acabam se apaixonando um pelo o outro, e Olga engravida. Mas no meio disso Prestes é pego e Olga sem saber da gravidez, se entrega junto com ele. Os dois então são levados para a cadeia (onde são todos tratados a base de torturas para fazerem confissões). Lá ela descobre a gravidez e exige que o Prestes fique sabendo. Logo após que Prestes e sua família (mãe e irmã) ficam sabendo, Olga é deportada de volta para sua cidade (Berlim).
          O problema, é que Olga era Judia, e quem comandava na época era o Hitler. Então ela foi direto para uma prisão onde foi raspada sua cabeça e onde ela passaria o resto da gravidez.
Sua sogra e cunhada conseguiram para ela, o direito de ficar com a criança até que terminasse de amamentar. Sem a ajuda da mãe de Olga, que dizia não ser mais mãe dela, por não apoiar suas ideias.
          Ela ganhou a criança na prisão onde estava, e a chamou de Anita Garibaldi, nome da nossa guerreira de Laguna não reconhecida. Lá ela amamentou a menina por muito tempo, para poder ficar mais tempo com ela. Até o momento que ela não tinha mais leite e a menina começou a passar fome e as guardas perceberam. A menina então foi tirada de Olga e levada para a avó (sem Olga saber).
          Olga então é levada para um campo de concentração de Judeus, onde são obrigados a trabalhar como escravos em tudo. Lá ela recebe e manda cartas, fala com sua filha, sua sogra e seu marido, mas ninguém deles se vê, e nunca mais se verá. No campo de concentração uma de suas amigas morre. A amiga que sempre teve com ela desde as revoluções em Berlim, até as missões que foram mandadas e que enlouqueceu após perder seu marido e ver ele sendo torturado na prisão brasileira.
          Lá no campo de concentração, Olga percebe que quando as presas eram levada para o banho, voltavam apenas as roupas, elas nunca mais voltavam. Isso na verdade, era tudo planejado para matar as presas que não serviam mais, que não tinham mais forças para trabalhar e não rendiam mais. Eles chamavam para o banho, mas não era banho. Do chuveiro não saía água, e sim, uma fumaça tóxica que matava eles. Olga foi notando isso, ela sabia que também ia acontecer com ela em algum momento. Ela então quando foi convidada ao banho, um dia antes escreveu uma carta final e emocionante para a sua filha. No outro dia, foi para o tal “banho” e como já era de se esperar, não voltou mais.



      Olga se foi, mas deixou uma lição para muitos. Ela nunca deixou de lutar pelo os seus sonhos, pelo o que queria. Mesmo contra todos, ela sempre acreditou que poderia mudar, e sempre tentou mudar tudo, pelo menos ao seu redor. Nem os problemas em volta dela e tudo o que ela passou, foram problema e motivos para ela deixar de lutar e acreditar que um dia daria certo. Não deu, mas ela não deixou de lutar pelo o sonho. O que deveríamos fazer também. As vezes a necessidade, a  praticidade e principalmente os obstáculos nos fazem acreditar que é mais fácil e deixar os nossos sonhos de lado, do que lutar por eles. Mas não é bem assim, devemos sempre lutar pelo o que queremos, pelo o que desejamos. Se não conseguirmos mudar o mundo, por que não pelo menos mudar ao nosso redor, fazer a nossa parte? Se cada um fazer a sua já é um ótimo começo.

      O filme é muito bom, pois relata a história real de uma jovem que tentou mudar o mundo na época em que Hitler liderava e ninguém podia dar opinião. Mostra muito bem a realidade da época, das prisões, torturas, campos de concentrações, e como era visto tudo aquilo pelo povo. Por trás disso tudo, um pouco oculto eu até diria, ainda nos dá a lição de vida que eu citei no parágrafo acima.
      Em um geral eu realmente achei o filme muito bom, diria ótimo, incrível mesmo, recomendo com certeza, para todos. Aprendi muito com o filme em todos os aspectos e mostra muito bem a realidade da época. A história muito bem contada. E o que torna melhor ainda com certeza é o fato de ser uma história real. Uma história real incrível, verdadeira lição de vida para quem assistir. 
(_ Stephany Hawerroth)


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