quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Distúrbios Alimentares

Hoje eu vim trazer um assunto um tanto quanto sério para vocês. Tem muita gente que trata dos distúrbios alimentares como besteira, frescura. Eu vou tentar dar um pouco mais de conhecimento sobre o assunto à vocês, mostrar a minha opinião sobre isso e tentar fazer com que consigam entender o quanto isso é sério.
Se quiserem entender melhor sobre o que estou falando, vem comigo!

Antes que perguntem, nunca tive algum tipo de distúrbio alimentar, mas acho uma coisa muito séria e quero que entendam que isso não é frescura ou besteira. Isso é um doença séria da cabeça. E acreditem, a sua cabeça pode fazer coisas inacreditáveis e pode transformar você totalmente em uma outra pessoa. Se você não for realmente uma pessoa forte, sua cabeça pode ser sua pior inimiga, conseguindo fazer o que quiser com você.

Eu desde sempre me interessei muito sobre doenças da cabeça, sobre como as pessoas pensavam e o ponto de vista de cada um. Penso seriamente em fazer psicologia futuramente, mas ainda não tenho certeza de nada. Acho muito interessante estudar sobre esse tipo de coisa e acho um assunto muito sério.


Mas, o que são os distúrbios alimentares?


Distúrbios alimentares são um conjunto de doenças, em que uma pessoa está tão preocupada com o peso, com o corpo, que acaba esquecendo da saúde e se tornando uma pessoa doente pelo o peso que acha ser o ideal. É uma doença que causa distúrbios graves na alimentação, como comer quantidades extremamente pequenas ou consumir alimentos em excesso.
Os principais afetados com a doença são adolescentes e mulheres, mas adultos e homens são afetados também.
Estas desordens ocasionam frequentemente em outras doenças mentais como a depressão, o abuso de substâncias, ou as perturbações da ansiedade.
Os distúrbios alimentares em uma idade nova podem causar o prejuízo severo no crescimento, na revelação, na fertilidade e no bem estar mental e social total. Além disso, levantam o risco de uma morte adiantada.

Os principais tipos de distúrbios alimentares são:

  • Anorexia nervosa
  • Bulimia nervosa
  • Compulsão alimentar
Vou explicar resumidamente cada um abaixo.


Anorexia nervosa:

(As imagens são muito assustadoras, minha intenção é trazer conhecimento, não assustar vocês, por isso vou por uma "mais leve", se quiserem ver mesmo, procurem no google imagens sobre anorexia nervosa.)


Anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição.

A anorexia nervosa apresenta a maior taxa de mortalidade ao ano, dentro de todos os transtornos psiquiátricos. As causas destes óbitos vão desde inanição a suicídio por depressão.
Geralmente, o paciente com anorexia não percebe o problema, pois acha ser normal querer controlar a alimentação. E, apesar de amigos e familiares insistirem em dizer que está magro demais e que deve se alimentar melhor, o paciente nega a informação e se preocupa em como emagrecer ainda mais (geralmente pessoas com anorexia realmente se olham no espelho com outros olhos. Como eu falei, a cabeça pode fazer coisas inacreditáveis e isso é uma delas. Acreditem ou não, o cérebro realmente transmite a imagem errada sobre a pessoa. Ela se vê com um corpo que não tem na realidade, pois o cérebro transmite a imagem errada, a imagem da pessoa com um corpo que ela não quer ter). Além disso, na maioria das vezes a pessoa recusa-se a procurar um especialista.

O que acontece:
  • Perda de peso em um curto espaço de tempo.
  • Alimentação e preocupação com peso corporal tornam-se obsessões.
  • Crença de que se está gordo, mesmo estando excessivamente magro.
  • Parada do ciclo menstrual (amenorréia).
  • Interesse exagerado por alimentos.
  • Comer em segredo e mentir a respeito de comida.
  • Depressão, ansiedade e irritabilidade.
  • Exercícios físicos em excesso.
  • Progressivo isolamento da família e amigos.

Bulimia nervosa:


A bulimia nervosa é caracterizada por episódios recorrentes de grandes quantidades ingeridas de alimentos em curto período de tempo, seguidos de um sentimento de culpa pela falta de controle sobre este comportamento alimentar. A estes episódios seguem-se vômitos induzidos pelo próprio indivíduo, uso de laxantes, diuréticos ou enemas, jejum ou exercícios vigorosos para evitar o ganho de peso.

A pessoa com bulimia não quer comer para engordar, ela apenas não consegue controlar o seu impulso para comer. Ela apresenta 2 a 3 episódios por semana de compulsão alimentar e isto se repete pelo menos ao longo de três meses.

Os bulímicos geralmente não são obesos, pois usam artifícios para eliminar o excesso ingerido e não ganhar peso como indução de vômitos, uso de laxantes para causar diarreias, uso de diuréticos para eliminar maior quantidade de urina, prática de exercícios de maneira exagerada. Hábitos que podem trazer sérias complicações à saúde.
São vários os fatores que aumentam a possibilidade de uma bulimia nervosa, como:
  • Herança genética: ter uma irmã ou mãe com transtorno alimentar aumenta o risco de bulimia.
  • Serotonina: há evidências de que os níveis de serotonina no organismo influenciam o comportamento alimentar.
  • Baixa auto-estima.
  • Perfeccionismo.
  • Comportamentos impulsivos.
  • Problemas para controlar o humor ou expressar raiva.
  • Pode haver história pregressa de abuso sexual.
  • Valorização da magreza.
  • Pressão familiar ou de amigos pela busca da magreza pode acentuar o desejo de ser magro.
Resultados de uma bulimia não tratada:
  • Anemia intensa.
  • Problemas cardíacos, como alterações do ritmo cardíaco e insuficiência cardíaca.
  • Queda de dentes.
  • Ausência de menstruação.
  • Problemas gastrointestinais como constipação, plenitude gástrica e náuseas.
  • Queda de eletrólitos: potássio, sódio e cloreto.
  • Depressão.
  • Suicídio.
  • Ansiedade e estresse excessivos.
  • Uso abusivo de álcool.
  • Comportamentos auto-punitivos.
Fonte: abc.med.br.

Compulsão alimentar:



Compulsão alimentar é uma doença mental em que a pessoa sente a necessidade de comer, mesmo quando não está com fome, e que não deixa de se alimentar apesar de já estar satisfeita. Pessoas com compulsão alimentar comem grandes quantidades de alimentos em pouco tempo.
O compulsivo não tem hora para comer, come qualquer coisa o tempo todo, mesmo quando o corpo não precisa de energia.

Como consequência, 75% das pessoas com esse distúrbio químico nos mecanismos da saciedade ganham muito peso, pois consomem mais calorias do que precisam por dia, principalmente na forma de doces e gorduras.

Fatores que aumentam a possibilidade de compulsão alimentar:
  • Comer compulsivamente após um período de dieta
  • Dificuldade em expressar suas necessidades
  • Baixa autoestima
  • Estar mais exposto a possíveis comentários externos sobre seu corpo, peso e alimentação, como um atleta de elite.
Possíveis complicações e resultados:
  • Obesidade.
  • Diabetes tipo 2.
  • Hipertensão.
  • Colesterol alto.
  • Depressão.
  • Bulimia.

Tratamentos:

Distúrbios alimentares acarretam tanto sintomas físicos quanto psíquicos. Um tratamento precisa dar conta desses dois campos. Alguns tipos de psicoterapia têm bons resultados:

Terapia gestalt: a situação aqui-e-agora do paciente é tomada como ponto de partida. Se no momento o paciente está aborrecido com seu chefe, este passa a ser o tema da conversa. O tom da voz, gestos e postura corporal do paciente ao narrar fatos fornecem informações mais importantes que a pergunta sobre a última refeição.

Psicanálise: escola terapêutica que toma como ponto de partida um conflito inconsciente como causa do transtorno. Quem não come talvez esteja com receio da vida adulta, por ter vivenciado adultos como seres brutais. À medida que sentimentos como esse tornam-se conscientes ao longo de anos de tratamento, é possível que se abrandem as conseqüências de vivências traumáticas e que o paciente se abra a novas experiências.

Terapia sistêmica: de acordo com a compreensão sistêmica o ser humano é uma parte da rede de relações de seu ambiente. Sintomas de doenças são a expressão de determinados modelos relacionais. A filha, por exemplo, recusa o alimento por recusar a própria mãe, mas não tem meios para manifestar esse sentimento. As intervenções terapêuticas têm por meta tornar claros esses modelos e com isso ampliar as possibilidades de ação dos envolvidos.

Terapia comportamental: método que contém um espectro de técnicas fundadas sobre leis de aprendizagem, conhecimentos provenientes da psicologia experimental e social e conhecimentos médicos sobre o corpo. Passo a passo os pacientes com distúrbios alimentares aprendem a fazer aquilo de que têm medo: comer com regularidade e defrontar-se com sua imagem no espelho.

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